Últimas Postagens

A História da Trompa

By 13:30

A história da trompa começa há milhares de anos, quando o homem aprendeu a usar chifres de animais como instrumento. Quando  passou a forjar metais, o instrumento deixou de ser feito de chifre e passou a ser feito de metal. O tubo ganhou extensão, ficando enrolado para ser mais compacto. 

As primeiras trompas se destinavam mais para outros fins do que à execução musical, como para amplificar e distorcer a voz, gritando ou falando através delas, e para anunciar decretos e ajuntar as pessoas em ocasiões solenes ou religiosas.


Entre os povos mais antigos, como os egípcios, época em que o homem aprendeu a fazer instrumentos feito de chifres, madeira, caules e marfim. Passou também pelos povos etíopes, hebreus, gregos e indianos.

Na idade média, a trompa de caça (corno di caccia) era usada pelos caçadores como uma forma de comunicação e sinalização dentro da floresta. O instrumento não passava de um tubo metálico enrolado, com um pavilhão numa extremidade e o bocal na outra. Mais tarde, descobriu-se por acaso que, ao colocar-se a mão obstruindo parcialmente a campana, todos os sons baixavam meio tom, ampliando a gama de sons possíveis na época.

No século XIX o engenheiro alemão Heinrich Stoetzel (1780-1844) teve a idéia de adicionar válvulas que modificavam o caminho percorrido pelo ar dentro do instrumento, alterando a nota emitida. Em um documento datado de 06 de dezembro de 1814, Stoetzel solicita ao Rei da Prússia, Frederich William III, permissão para o uso da trompa à válvula nas bandas militares dos regimentos da corte. Essa mudança demorou a ser acatada pelos compositores, que preferiam a trompa de caça, de som mais puro. 

Os judeus ainda hoje usam o shofar, um chifre de carneiro oco com um orifício, que serve de bocal. Esse instrumento é usado nas ocasiões solenes, sendo que seu som tem um significado religioso para os hebreus.

A evolução da trompa

Durante séculos, trompas feitas de osso e madeira fizeram parte das culturas antigas, como as dos gregos e etruscos. Um dos ancestrais da trompa na Europa é o olifante, instrumento de sopro árabe feito com uma presa de elefante oca e adornada, que foi dado de presente ao rei dos francos, Carlos Magno. 


A trompa atual deriva de um instrumento de caça do século XVII, o cor de chasse (em francês, chifre de caça). Era composto por apenas um tubo, de formato redondo, que terminava em amplo pavilhão. As notas dependiam de seu formato e comprimento, e ele não tocava melodias complexas. Assim, as trompas só eram usadas na composição musical quando a intenção era imitar o ambiente de caça. 




Quando, no século XVII, a trompa foi incrementada com mais tubos e roscas, ficou possível alterar os sons. Ela começou a fazer parte da Orquestra Imperial de Viena em 1712 e descobriu-se que, ao colocar uma das mãos no pavilhão do instrumento, era possível alterar a nota original – é a origem da surdina. Já no início do século XVIII foram compostas peças que previam a trompa, como o Concerto de Brandenburgo nº 1 de J.S.Bach. 

A maior inovação da trompa se deu em 1815, com a inclusão de válvulas no tubo principal. Inicialmente duas, depois três, as válvulas combinadas permitem um alcance maior de notas, além da execução de melodias cromáticas. Hoje em dia, os avanços acontecem no material usado em sua produção e na parte mecânica. 


Trompa dupla

A trompa é um instrumento de sopro da família dos metais.
Consiste num tubo metálico de 3,7 metros de comprimento. Há quem diz que pode chegar a medir 5 metros. É ligeiramente cônico, com um bocal numa das extremidades e uma campânula (ou pavilhão) na outra, enrolado várias vezes sobre si mesmo como uma mangueira, e munido de três ou quatro chaves, de acordo com o modelo. O trompista aciona as chaves com a mão esquerda, e com a mão direita dentro do pavilhão ajuda a controlar o fluxo de ar dentro do instrumento, e é pela ação conjunta das chaves, da mão direita no interior da campânula, e do sopro (e, às vezes, sucção) do trompista que as notas são produzidas em diferentes alturas e timbres. É um instrumento dificílimo de tocar: o trompista não só tem que ter um ouvido afinadíssimo e saber solfejar com precisão, como também tem que ter uma coordenação motora perfeita para controlar os músculos da mão direita e a própria respiração. 
O timbre da trompa é o mais rico em harmônicos, assemelhando-se muito à voz humana. A mão dentro da campana permite uma enorme variedade de timbres.
Trompas aparecem nas 10 últimas sinfonias de Haydn e Mozart, em todas as 9 de Beethoven, nas 4 de Schumann, nas 4 de Brahms, nas 6 de Tchaikovsky, nas 9 completas de Mahler. A partitura da Segunda Sinfonia de Mahler exige dez trompas.






Cornu e Buccina

Estas duas trompas, usadas no tempo dos romanos, são freqüentemente confundidas ou apresentadas como sinônimos uma da outra, mas segundo Sibyl Marcuse as suas funções eram bem diferentes: o cornu era usado para fins militares, cerimonias fúnebres e também no circo. A buccina era usada pelos pastores, mas também servia para indicar as horas do dia à população.
O cornu tinha um longo tubo metálico (com cerca de 3 metros), de perfil estreito e cônico, com a forma da letra "G . Uma barra transversal de madeira servia para dar solidez ao instrumento, servindo simultaneamente de suporte. Em relação à buccina não existem elementos suficientes para identificar convenientemente a sua forma.


Lur

Remontando ao final da idade do Bronze, o lur é uma trompa integralmente fundida em Bronze, cujo comprimento geralmente oscila entre o 1,80 e os 2,50 m. Este instrumento tem sido encontrado com frequência em escavações no norte da Europa, em particular na Dinamarca. 
Geralmente encontrados aos pares, e enterrados em turfeiras.







Trompa wagneriana



A trompa wagneriana é um instrumento musical de sopro, do grupo dos metais, que combina elementos tanto da trompa quanto da tuba. Foi inicialmente criado para o ciclo O anel doNibelungo de Wagner. Desde então, outros compositores escreveram para ela, incluindo Anton Bruckner, Arnold Schoenberg, Richard Strauss, Igor Stravinsky, Béla Bartók, Edgard Varèse, Felix Draeseke, Ragnar Søderlind, Elisabeth Luytens e Stephen Caudel.
Wagner foi inspirado a criar este instrumento após uma breve visita a Paris em 1853, quando ele visitou a loja de Adolph Sax, o inventor do saxofone. Wagner queria um instrumento capaz de entoar o motivo do Valhala de um modo sombrio como o trombone, mas de uma maneira menos incisiva como uma trompa. Nos seus trabalhos de oruqestração, Wagner se ressentiu de que não havia um instrumento intermediário entre as trompas e o trombone, assim como entre as cordas existe a viola, que fica a meio termo entre o violino e o violoncelo; daí foi inventada a trompa wagneriana.
A trompa wagneriana existe normalmente em dois tamanhos, tenor em si bemol e baixo em fá.

  Trompa Alpina

Era usado pelos pastores da época para se comunicar, além de fazer música. 
É rectilíneo e de grandes dimensões, podendo atingir os quatro metros de comprimento. É feito de madeira oca de Abeto, terminando numa campânula ligeiramente virada para cima.
É facilmente comparável ou originário da forma do corno (chifre) dos animais. O som da Trompa é produzido pelo som da vibração dos lábios apoiados no bocal.
Segundo a documentação histórica da Suíça Central antiga, a Trompa dos Alpes, chamada na altura de Buchel, era usada pelos pastores da época com várias finalidades: produzir música, comunicarem entre eles e para reunirem as vacas nas pradarias dos Alpes e mantê-las calmas durante a ordenha.
Nos dias de hoje, o instrumento é construído com objectivos diferentes: tocar nos festivais de canto tiroleses, é utilizado em competições de luta suíça e para entreter os turistas.
Diz a história, que enquanto algumas raparigas francesas brincavam dançando o Cancan, os suíços orgulharam a sua cultura exibindo e fazendo soar, com grande força e vigor, o seu instrumento.


Nomenclatura da Trompa em vários idiomas

Mexicano: El corno

Espanhol: La trompa

Alemão: Das horn

Italiano:  Corno

Dinamarquês: Horn

Russo: Valtorna

Português: Trompa

Fontes: Wikipédia , Concertino, museu da música e CSR.

VEJA TAMBÉM

0 comentários

Críticas construtivas serão sempre aceitas, mas comentários com palavrões/chingamentos serão automaticamente excluídos!