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Testemunho de um ex-prisioneiro cristão

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A Bíblia viria a Kirtey somente em 2011, um ano depois de sua prisão, quando outro cristão foi preso. Kirtey notou uma Bíblia sendo entregue a este novo prisioneiro em segredo e, imediatamente, se ofereceu para comprá-la. Ele tinha um problema, porém: não saberia lê-la porque era uma Bíblia em inglês.

"Eu pedi à minha esposa  uma gramática e um dicionário de inglês", disse Kirtey, pai de uma filha de cinco anos de idade. "Então, eu comecei a realizar reuniões no corredor da prisão. Alguns prisioneiros não sabiam ler ou escrever em sua própria língua, então comecei a dar aulas de alfabetização. Éramos quinze estudantes. Dois foram libertados antes que eu. Estou muito feliz em saber que eles ainda vão à igreja."

"Depois de um tempo, os guardas prisionais me confrontaram quanto às reuniões", continuou ele. "Eles disseram que eu não deveria fazer essas coisas na cela. Um deles me lembrou que esta era exatamente a razão pela qual eu estava preso:  compartilhar minha fé com os outros. Eles me avisaram que minha pena seria aumentada se eu não parasse. "

A essa altura, Kirtey não tinha mais medo. Ele invocou as leis de seu país, quando começou a praticar em particular sua fé cristã. "Eu disse a eles que os outros prisioneiros participaram da reunião por conta própria", disse ele. "Que eu nunca os forcei  a se tornarem cristãos. Na verdade, eles haviam me perguntaram sobre a minha fé e eu estava apenas respondendo às suas perguntas. "

Triste por sair Três anos se passaram sem Kirtey perceber. À medida que o dia de sua libertação se aproximava, a tristeza pairava em seu coração. O que seria dos cristãos dentro da prisão, ele pensou. Seus companheiros choraram ao saber que Kirtey, a "pessoa mais amorosa" daquele lugar, estavam prestes a deixá-los para trás. Eles iriam perder a companhia de um querido amigo e irmão.

"Depois que fui libertado, eu visitei a prisão", disse Kirtey, que foi solto no dia 23 de maio de 2013. "Eu ansiava por ver alguns de meus colegas presos que haviam entregado suas vidas a Jesus. Além disso, eu fiz uma promessa a um irmão e precisava cumpri-la. Eu pedi à minha igreja para me ajudar a conseguir uma Bíblia para ele, então fui vê-lo novamente. Tive de envolver a Bíblia em uma capa de plástico porque fiquei com medo que o diretor descobrisse e jogasse fora".

O diretor realmente descobriu. Ele viu a Bíblia e folheou algumas páginas. Depois disso, perguntou a Kirtey para quem era o livro.  Kirtey mencionou o nome do prisioneiro. "O diretor permitiu que a Bíblia fosse dada ao meu irmão", Kirtey compartilhou. "Por favor, orem por ele. Ele foi condenado a cinco anos de prisão. Orem também pelos outros seis prisioneiros que agora estão seguindo a Cristo".

Uma motivação a maisKirtey tem desenvolvido o hábito de orar por todos os prisioneiros em seu país. Ele já não visita aldeias para pregar e exibir um filme cristão. Seus líderes o colocaram no comando de uma igreja local como pastor. Às vezes, Kirtey lembra o local de sua prisão e as pessoas responsáveis por tudo o que ele passou.

"Eu sinto amor por eles", contou à Portas Abertas, meses após a sua libertação. "Eu os  perdoei e oro a Deus para plantar uma igreja naquela aldeia um dia. Eu ainda quero visitar aldeias, mas desta vez, eu quero encorajar outras igrejas no meu país, compartilhando o que Deus fez por meu intermédio dentro da prisão. As pessoas podem até nos acorrentar", ele concluiu, "mas elas não podem nos impedir de testemunhar sobre Deus."


Fonte: Portas Abertas

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